Quanto custa viajar para a Itália: orçamento em euros por perfil de viagem

Taxa de turista, couvert e ingressos antecipados mudam a conta. Veja como estimar o gasto em euros de uma viagem à Itália.
A Itália reúne cidades históricas, gastronomia e paisagens que atraem brasileiros o ano todo, e o custo da viagem varia muito conforme a cidade, a estação e o estilo de quem viaja. Roma, Florença e Veneza costumam ser mais caras do que cidades menores, e a alta temporada, de maio a setembro, eleva diárias e ingressos.
A resposta direta é: monte o orçamento por dia, somando hospedagem, refeições, transporte, atrações e imprevistos, e acrescente custos que costumam passar despercebidos, como a taxa de turista cobrada por noite, o couvert nos restaurantes e os ingressos comprados com antecedência. Como referência ilustrativa, um viajante econômico pode precisar de algo em torno de € 90 a € 130 por dia, um perfil intermediário de € 150 a € 250 e um perfil confortável acima disso, sem contar a passagem aérea.
Para uma visão geral do continente, veja também quanto dinheiro levar para a Europa e como montar seu orçamento.
Hospedagem e taxa de turista
A hospedagem costuma ser o maior gasto fixo. Em cidades muito procuradas, quartos simples e apartamentos pequenos já têm preços elevados na alta temporada, e vale reservar com antecedência. Hospedar-se um pouco fora do centro, perto de estações de metrô ou trem, costuma baixar a conta.
A maioria das cidades italianas cobra uma taxa de turista (tassa di soggiorno) por pessoa e por noite, com valor que depende da cidade e da categoria do hotel. Em geral, ela é paga na hora do check-out, em dinheiro ou cartão, e não entra no preço da reserva. Confira o valor antes de fechar o orçamento.
Se a viagem for longa, considere dividir os dias entre uma cidade grande e uma menor para equilibrar o custo médio.
Comer na Itália: couvert, balcão e mesa
A gastronomia é um dos pontos altos da viagem, e dá para comer bem sem estourar o orçamento. Cafés e bares costumam cobrar menos se você consome no balcão e mais se senta à mesa. Pizzas por fatia, massas em trattorias e sanduíches simples ajudam a controlar o gasto.

Muitos restaurantes cobram o coperto, uma taxa por pessoa que cobre pão e serviço de mesa, e que vem discriminada no cardápio ou na conta. Em geral, não é a gorjeta, e cada região trata o serviço de um jeito. Veja como lidar em gorjeta na Europa: quanto separar em euro por país.
Um mercado ou uma padaria para o café da manhã e o lanche de dia reduz o custo médio das refeições.
Ingressos, museus e atrações
Os principais monumentos têm ingressos vendidos com antecedência e esgotam em datas de pico. Em muitos casos os bilhetes são nominais, com horário marcado, então é importante comprar pelos canais oficiais e conferir regras de troca.
Crie uma lista com as atrações indispensáveis e some seus valores, incluindo guias, audioguias e filas rápidas. Passes turísticos de cidade valem a pena apenas se você realmente for usar vários locais; faça a conta antes de comprar.
Parte dos museus tem entrada gratuita em dias específicos do mês, mas costuma ter muita fila e lotação, e nem sempre compensa.
Trens, ônibus e deslocamentos entre cidades
A Itália tem uma boa malha ferroviária. Os trens de alta velocidade são rápidos e podem ter bons preços se comprados com antecedência, enquanto os regionais são mais baratos, mas mais lentos. Em bilhetes de trem regional em papel, é comum ser necessário validar o bilhete na máquina da plataforma antes de embarcar, sob risco de multa.
Dentro das cidades, metrô, ônibus e bondes têm bilhetes avulsos e passes por dia. Se for alugar carro, atenção às zonas de tráfego limitado (ZTL) em centros históricos, que têm câmeras e multas elevadas para quem entra sem autorização.
Para comparar as opções de trem, vale ler euro para viagem de trem pela Europa: Eurail ou bilhete avulso.
Cartão, dinheiro e câmbio na Itália
Cartões são aceitos na maior parte de hotéis, restaurantes e lojas, mas ter algum dinheiro em espécie ajuda em cafés pequenos, mercados, táxis e gorjetas. Evite sacar valores altos de uma vez e prefira caixas eletrônicos de bancos.
Ao pagar com cartão estrangeiro, a máquina pode oferecer a conversão em reais. Em geral, a opção de pagar em euro é mais vantajosa, como explica o que é DCC e por que recusar a conversão em real na Europa.
Para aproveitar mais, planeje o câmbio com antecedência e considere a restituição de impostos em compras, conforme tax free na Europa.



