Gorjeta na Europa: quanto separar em euro por país

Na maior parte da Europa a gorjeta é opcional e menor que nos EUA. Veja os costumes por país e como incluir no orçamento.
Quem já viajou aos Estados Unidos se acostumou a somar 15% a 20% em toda conta. Na Europa, a lógica é outra, e aplicar o costume americano faz o orçamento em euro crescer sem necessidade.
A resposta direta é: na maior parte da zona do euro, a gorjeta é opcional e modesta. Em muitos países, o serviço já está incluído no preço, e o costume é arredondar a conta ou deixar algo entre 5% e 10% quando o atendimento foi bom. Para o orçamento, reservar cerca de 5% dos gastos com restaurantes e serviços costuma ser suficiente.
O que muda de país para país é o hábito: onde deixar, se em dinheiro ou no cartão, e em quais serviços é esperado. Algumas moedas de euro no bolso ajudam, porque nem toda maquininha oferece a opção de gorjeta.
Para montar o restante do orçamento, veja também o guia de quanto de euro levar para Portugal.
Portugal, Espanha e Itália
Em Portugal, a gorjeta não é obrigatória. Em restaurantes, é comum arredondar a conta ou deixar até 5% a 10% quando o serviço agradou. Em cafés e balcões, algumas moedas bastam.
Na Espanha, o costume é parecido: deixar o troco ou alguns euros em refeições completas. Em bares de tapas, pouca gente deixa gorjeta, e ninguém estranha.
Na Itália, atenção ao coperto, uma taxa fixa por pessoa cobrada em muitos restaurantes pelo pão e pelos talheres. Não é gorjeta, é parte do preço. Alguns lugares também cobram servizio. Se a conta já traz esses itens, gorjeta extra é opcional e costuma ser pequena.
França, Alemanha e outros destinos
Na França, a expressão service compris indica que o serviço já está no preço. Ainda assim, é comum deixar alguns euros ou arredondar a conta em restaurantes quando o atendimento foi bom.
Na Alemanha e na Áustria, o hábito é arredondar para cima ao pagar, informando ao garçom o valor total que você quer pagar, em vez de deixar o dinheiro na mesa. Algo em torno de 5% a 10% é o usual.
Na Holanda, na Bélgica e na Irlanda, a gorjeta também é opcional e moderada. Em todos esses países, não deixar gorjeta em um serviço comum não é considerado ofensa.
Táxis, hotéis, guias e passeios
Em táxis e carros de aplicativo, arredondar a corrida é o suficiente na maioria dos países. Nos aplicativos, a opção de gorjeta aparece depois da viagem e é totalmente voluntária.
Em hotéis, carregadores de mala costumam receber um ou dois euros por volume, e algumas pessoas deixam uma pequena quantia para a camareira em estadias longas. Não é obrigatório.
Em passeios guiados, principalmente os chamados free tours, a gorjeta é a remuneração do guia. Nesse caso, reserve algo entre 10 e 20 euros por pessoa, conforme a duração e a qualidade do passeio.
Dinheiro ou cartão na hora da gorjeta
Muitas maquininhas na Europa não têm campo para gorjeta. Por isso, levar algumas moedas e notas pequenas de euro ajuda a resolver sem constrangimento.
Se a máquina oferecer para cobrar em reais, recuse e pague em euro. Essa conversão feita pelo estabelecimento, chamada DCC, costuma ser mais cara que a do seu cartão.
No orçamento, a gorjeta entra na mesma linha de alimentação e serviços. Uma reserva de 5% sobre esses gastos, somada a alguns euros para guias e carregadores, cobre a maioria das situações sem pesar no total da viagem.



