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Euro para viagem

Seguro viagem para a Europa: cobertura mínima de € 30 mil e o que conferir

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe1 min de leitura
Passaportes europeus sobre um mapa com cédulas de euro

A referência de € 30 mil vem das regras Schengen. Veja o que conferir na apólice antes de embarcar para a Europa.

Um atendimento médico na Europa pode custar caro para quem não tem cobertura, e o seguro viagem é o jeito mais simples de se proteger. O número de € 30 mil aparece em quase toda conversa sobre o assunto, e vale entender de onde ele vem e como usá-lo como referência.

A resposta direta é: a exigência de cobertura médica mínima de € 30 mil, válida em todo o espaço Schengen e incluindo emergências médicas e repatriação, vem das regras de visto Schengen e se tornou padrão de mercado. Brasileiros hoje podem entrar no espaço Schengen sem visto para estadias curtas, e o seguro não costuma ser exigido na entrada, mas é fortemente recomendado. Como as regras de entrada na Europa mudam, confirme as exigências atualizadas nos canais oficiais antes de viajar.

Para quem pensa em viver no continente, o tema é outro, tratado em quanto custa seguro de saúde ou plano privado na Europa.

De onde vem a referência de € 30 mil

Quem pede visto Schengen precisa comprovar um seguro com cobertura mínima de € 30 mil para despesas médicas, hospitalares e de repatriação, válido em todos os países do espaço e durante toda a estadia. O valor se espalhou como padrão e as seguradoras oferecem produtos pensados para atender esse limite.

Para brasileiros, que viajam sem visto por até 90 dias em um período de 180, essa comprovação normalmente não é pedida. Mesmo assim, as seguradoras e as agências usam o valor como referência de segurança, e a autoridade de fronteira pode pedir comprovação de recursos e de cobertura.

Além disso, a União Europeia prepara a implantação de um sistema de autorização de viagem (ETIAS) para viajantes isentos de visto. Consulte as regras e datas vigentes nos canais oficiais.

O que um bom seguro viagem deve cobrir

A cobertura médica é o núcleo do seguro: consultas, exames, internação, medicamentos e atendimento de urgência. Confira se o limite atende o padrão de € 30 mil ou mais, e se o valor é em euro ou dólar.

Viajantes com bagagem de mão em um terminal de aeroporto
Cobertura médica, repatriação e bagagem são os pontos centrais de uma apólice.

Verifique também a repatriação sanitária e funerária, que cobre o transporte de volta ao Brasil, e o reembolso por extravio de bagagem, atraso de voo e cancelamento da viagem. Em esportes de aventura, como esqui, a cobertura costuma exigir uma opção extra.

Leia as exclusões. Doenças preexistentes, gravidez avançada e certas atividades costumam ter limites ou restrições, e isso muda entre apólices.

Como comparar apólices

Compare o limite de cobertura médica, a franquia (valor que você paga antes de o seguro entrar), o prazo de reembolso e a facilidade de atendimento. Procure saber se a seguradora tem rede credenciada e atendimento em português, 24 horas.

Atenção à forma de uso: algumas apólices pagam o hospital direto, outras exigem que você pague e peça reembolso depois. Em uma emergência, a primeira opção é bem mais prática.

O preço varia com a idade, o destino e a duração da viagem. Em geral, vale mais pagar um pouco a mais por uma cobertura com atendimento direto do que contratar o seguro mais barato sem entender as exclusões.

Quando contratar e como acionar o seguro

Contrate o seguro antes de viajar, de preferência junto com as passagens, especialmente se quiser cobertura para cancelamento da viagem. Guarde a apólice, o número de telefone de emergência e os dados da seguradora no celular e em papel.

Em caso de problema de saúde, ligue para a central de atendimento antes de se internar, se a situação permitir, e guarde todos os comprovantes, laudos e recibos. Isso facilita eventual reembolso.

O custo do seguro pode ser cobrado em moeda estrangeira, o que sujeita a conversão. Para planejar esse gasto, veja com quanto tempo de antecedência comprar euro para a viagem.

Erros comuns na hora de escolher

Um erro frequente é escolher só pelo preço. Seguros muito baratos podem ter coberturas médicas abaixo da referência, franquias altas ou muitas exclusões.

Outro engano é achar que o cartão de crédito sempre resolve. Alguns cartões trazem seguro viagem, mas com limites e condições próprias, como exigência de pagar a passagem com o cartão. Confira as regras e compare com a cobertura que você precisa.

Por fim, não deixe de informar corretamente dados de saúde ao contratar. Declarações incompletas podem levar à recusa de cobertura na hora em que você mais precisa.

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Perguntas frequentes

O seguro viagem é obrigatório para brasileiros na Europa?

Em geral, não é exigido na entrada para brasileiros em estadias curtas sem visto, mas é muito recomendado. Confirme as regras atualizadas nos canais oficiais.

Por que se fala em € 30 mil de cobertura?

É a cobertura médica mínima exigida para o visto Schengen, que virou referência de mercado para seguros de viagem à Europa.

O que o seguro viagem deve incluir?

Despesas médicas e hospitalares, repatriação, bagagem, atraso e cancelamento. Verifique também as exclusões e a franquia.

O seguro do cartão de crédito é suficiente?

Depende. Os limites e condições variam, e muitos exigem pagar a passagem com o cartão. Compare com a cobertura que você precisa.

Quando devo contratar o seguro viagem?

Antes da viagem, de preferência junto com a compra das passagens, principalmente se quiser cobertura para cancelamento.

Sobre quem escreveu

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Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Eur Hoje analisa tendências do mercado de euro, dolar e outras moedas.

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