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Cotação do euro

Quais Países Usam o Euro e Quais Não Aderiram à Moeda

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe2 min de leitura
Mapa da Europa com notas de euro e passaporte sobre uma mesa de madeira.

Descubra quais países europeus adotam o euro como moeda oficial e quais ainda utilizam moedas locais para planejar suas trocas de câmbio sem prejuízo.

Ao planejar uma viagem ou transferência financeira para a Europa, é comum supor que a moeda única seja aceita em todos os cantos do continente. No entanto, ao cruzar fronteiras de trem ou desembarcar em aeroportos de países vizinhos, muitos viajantes se surpreendem ao encontrar comércios cobrando em moedas locais totalmente diferentes. Entender a divisão monetária do continente europeu é essencial para evitar custos desnecessários com conversões duplicadas e taxas bancárias inesperadas durante o seu itinerário.

A resposta direta é que o euro não é a moeda de todos os países da Europa e nem mesmo de todos os integrantes da União Europeia. O continente está dividido entre os países que pertencem à Zona do Euro e aqueles que mantiveram suas moedas nacionais por razões econômicas, soberania financeira ou por ainda estarem em processo de transição. Além disso, existem pequenos territórios e microestados fora da União Europeia que adotaram a moeda única por meio de acordos formais.

O mecanismo central dessa divisão baseia-se na política monetária de cada país. Os participantes da Zona do Euro abriram mão de suas moedas nacionais em favor de uma política gerida pelo Banco Central Europeu. Nesses territórios, a circulação das moedas e cédulas é padronizada, e as transferências bancárias entre contas utilizam a infraestrutura da área única de pagamentos, conhecida como SEPA, com códigos no padrão IBAN. Esse sistema elimina a necessidade de câmbio entre os países membros do bloco monetário.

Por outro lado, os países europeus fora da Zona do Euro possuem seus próprios bancos centrais e definem suas políticas de emissão de dinheiro. Quando você utiliza cartões ou faz pagamentos nesses destinos, a transação exige a conversão da moeda local para o real ou para a moeda base da sua conta. Nessa operação financeira, ocorrem encargos que incluem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) determinado pelo governo brasileiro, a cotação oficial comercial e o spread cambial cobrado pela instituição financeira emissora.

Antes de embarcar, verificar a moeda de cada parada do seu roteiro evita que você faça saques desnecessários ou pague taxas elevadas. Para definir a melhor forma de levar seus recursos para o continente, leia sobre se deve escolher usar cartão internacional ou dinheiro em espécie durante a sua estadia. Organizar suas finanças considerando essa geografia monetária garante mais previsibilidade ao seu orçamento.

Outro ponto crucial ocorre no momento das compras no comércio local fora da Zona do Euro. Muitas máquinas de cartão oferecem a opção de cobrança na moeda do seu cartão ou em moeda local. Aceitar a conversão oferecida pela maquininha costuma encarecer a compra, pois a credenciadora aplica um spread próprio sobre a transação. O acompanhamento dos valores oficiais e das taxas cobradas nas suas operações financeiras pode ser feito pela consulta do extrato da sua instituição e pelas cotações PTAX disponibilizadas no Banco Central.

Países da União Europeia e territórios que adotam o euro

A Zona do Euro reúne os países da União Europeia que substituíram suas moedas nacionais pela moeda única europeia. Entre os principais destinos turísticos do bloco estão Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica, Irlanda, Grécia e Áustria. Nesses territórios, qualquer transação comercial, transporte público ou hospedagem é efetuada diretamente na moeda comunitária, sem necessidade de calcular conversões entre moedas locais.

Além dos membros formais da União Europeia, existem microestados europeus que utilizam o euro como moeda oficial por meio de acordos monetários bilaterais. É o caso de Andorra, Mônaco, San Marino e Vaticano. Nesses locais, o euro é a moeda legalmente aceita em todos os estabelecimentos comerciais e caixas eletrônicos, operando com as mesmas regras da Zona do Euro.

Outros territórios ultramarinos vinculados a países europeus, como as Ilhas Canárias na Espanha ou a Madeira em Portugal, também acompanham a moeda oficial da matriz. Para conferir como a cotação da moeda afeta o seu orçamento de viagem, veja as informações sobre os custos e taxas cobradas no câmbio antes de comprar numerário.

Países europeus que mantêm moedas nacionais próprias

Nem todos os integrantes da União Europeia utilizam o euro. Países como Polônia, República Tcheca, Hungria, Suécia, Dinamarca, Romênia e Bulgária mantêm suas moedas nacionais ativas. Nesses destinos, a moeda oficial é emitida pelos respectivos bancos centrais locais, e os preços em lojas, restaurantes e atrações turísticas são fixados na divisa nacional.

Fora da União Europeia, outros destinos europeus de grande fluxo turístico também operam com moeda própria. O Reino Unido utiliza a libra esterlina, a Suíça utiliza o franco suíço, a Noruega utiliza a coroa norueguesa e a Turquia utiliza a lira turca. Nestes locais, o euro não é a moeda de curso forçado, embora alguns comércios em áreas de fronteira ou aeroportos possam aceitar cédulas de euro informalmente.

Quando o comércio local aceita receber euro em espécie em um país de moeda própria, a taxa de câmbio aplicada pelo estabelecimento costuma ser desfavorável ao cliente, cobrada com troco devolvido na moeda local. O meio mais seguro de consultar transações e registros de remessas e contas no Brasil é o sistema Registrato mantido pelo Banco Central.

O risco da conversão dinâmica de moeda nas maquininhas

Ao utilizar cartões internacionais de débito ou crédito em países europeus fora da Zona do Euro, o viajante enfrenta o mecanismo conhecido como conversão dinâmica de moeda, identificado pela sigla DCC. Esse sistema ocorre quando a máquina de cartão no estabelecimento comercial detecta que o seu cartão é estrangeiro e oferece a opção de processar a compra diretamente em reais ou em euros, em vez da moeda local do país.

Aceitar a cobrança na moeda do seu país de origem ou em euro durante uma compra em país de moeda própria gera uma conversão desfavorável. O terminal aplica uma taxa de câmbio própria definida pela credenciadora da máquina, que embute um spread elevado sobre o valor real do produto. A regra prática para economizar é sempre selecionar a opção de pagamento na moeda local do país onde você está realizando a transação.

Ao retornar ao Brasil, a conferência das taxas de conversão aplicadas e dos impostos cobrados pode ser acompanhada pelo extrato do seu emissor de cartão e pela consulta oficial da cotação PTAX no Banco Central. Isso garante a checagem correta dos custos efetivos da transação.

Como funcionam as transferências bancárias com IBAN e SEPA

A infraestrutura de pagamentos no continente europeu utiliza o código IBAN para a identificação de contas bancárias. Dentro da Zona do Euro, as transferências de valores entre contas são processadas por meio da rede SEPA, que padroniza o envio de recursos entre as instituições financeiras dos países participantes com prazos reduzidos e custos operacionais equivalentes a uma transferência interna.

A rede SEPA também abrange alguns países europeus que não adotaram o euro como moeda principal, desde que façam parte do acordo de pagamentos europeu. Nesses casos, a transferência cruza o sistema padronizado, mas a instituição financeira do recebedor realiza a conversão cambial para a moeda local da conta de destino, aplicando os custos de processamento e a cotação praticada pelo banco.

Para residentes no Brasil que mantêm recursos ou patrimônio no exterior acima dos limites normativos estabelecidos pela autoridade monetária, é obrigatório realizar a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE) no Banco Central. Para entender a lista completa de nações que utilizam a moeda única, consulte o nosso guia sobre quais países adotam o euro como moeda oficial para planejar seu roteiro.

Imagens

A woman processes a contactless payment using her smartphone at a payment terminal.
Foto: Anna Shvets no Pexels
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Perguntas frequentes

O Reino Unido aceita o euro como moeda oficial em compras?

Não, o Reino Unido utiliza a libra esterlina como sua moeda oficial. Embora algumas lojas de grandes centros turísticos possam aceitar dinheiro em euro, a cotação praticada pelo comércio é desfavorável e o troco é devolvido em moeda local.

A Suíça faz parte da Zona do Euro?

Não, a Suíça não pertence à União Europeia e não adota o euro, utilizando o franco suíço como sua moeda oficial. Em estações de trem e estabelecimentos turísticos, o euro pode ser aceito em espécie, mas a conversão costuma incidir custos adicionais praticados pelo estabelecimento.

O que significa a sigla DCC na maquininha de cartão no exterior?

A sigla DCC significa conversão dinâmica de moeda e permite que a máquina processe o pagamento na moeda do seu cartão em vez da moeda local. Escolher essa opção costuma ser mais caro, pois a máquina aplica uma cotação própria com spread elevado.

Como consultar os registros das minhas compras ou contas no exterior?

Para consultar o histórico de movimentações financeiras e contas internacionais registradas no Brasil, utilize o sistema Registrato mantido pelo Banco Central. Para verificação de impostos sobre bens no exterior, o canal indicado é o e-CAC da Receita Federal.

Posso transferir euros via SEPA para um país com moeda própria?

Sim, se o país de destino participar da rede SEPA. No entanto, o banco de destino converterá o valor recebido em euros para a moeda nacional da conta bancária, aplicando a cotação e as taxas de câmbio internas da instituição financeira.

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Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Eur Hoje analisa tendências do mercado de euro, dolar e outras moedas.

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