Dirigir na Europa: pedágios, combustível e multas

Dirigir pela Europa dá liberdade, mas cada país tem suas regras de pedágio e trânsito. Veja o que entra na conta e o que evitar.
Alugar um carro e atravessar fronteiras é uma das formas mais gostosas de conhecer a Europa fora dos roteiros de trem, principalmente em regiões rurais, na costa e em pequenas cidades. Só que cada país tem suas regras de pedágio, de zonas de circulação e de multas, e desconhecê-las pode custar caro.
A resposta direta é: além da diária do carro, o orçamento de uma viagem de carro pela Europa inclui combustível (cobrado por litro em euros), pedágios ou vinhetas obrigatórias, estacionamento e eventuais multas. Países como França, Itália, Espanha e Portugal cobram pedágio, enquanto Suíça e Áustria exigem vinheta. Planeje os custos por país e confira as zonas restritas das cidades, que geram multas pesadas.
Documentos e regras básicas antes de dirigir
A carteira brasileira costuma ser aceita junto com o passaporte, mas as regras variam por país e por locadora. Muitos recomendam levar também a Permissão Internacional para Dirigir. Confirme com a locadora e com as autoridades do país de destino.
O trânsito é pela direita, como no Brasil, mas há diferenças: rotatórias muito comuns, regras de prioridade específicas e limites de velocidade que mudam ao cruzar fronteiras. O limite de álcool costuma ser de cerca de 0,5 g/L, e menor para novos condutores em alguns países.
Veja ainda a idade mínima e a taxa para condutores jovens, a exigência de cartão de crédito para a caução e o tipo de câmbio do carro, porque modelos automáticos custam mais na Europa.
Pedágios e vinhetas: como funcionam
Em França, Itália e Espanha, boa parte das autoestradas tem pedágio por trecho, pago em cabine ou por sistema eletrônico. Em Portugal, muitas vias têm pórticos eletrônicos, e o pagamento pode ser feito por dispositivo da locadora ou por registro do cartão.

A Suíça exige uma vinheta anual para usar as autoestradas, com valor em torno de 40 francos suíços, e a Áustria tem vinheta digital por períodos. Dirigir sem a vinheta gera multa. Compre em fontes oficiais, antes de entrar no país ou nos postos de fronteira.
Locadoras oferecem dispositivos eletrônicos com taxa diária, que podem facilitar. Compare o custo com o de pagar os pedágios manualmente, e pergunte como é feita a cobrança final.
Combustível: cuidado com o tipo e com o preço
O combustível é vendido por litro em euros, e o preço varia por país, por rodovia e por tipo de posto. Postos em autoestradas costumam ser mais caros do que os de cidades.
Preste atenção ao tipo certo: confira se o carro é a gasolina ou a diesel antes de abastecer, porque errar é um erro caro. A informação costuma estar na tampa do tanque e nos documentos do carro.
Em muitos postos, o pagamento é feito com cartão na bomba, com limite de pré-autorização. Se o cartão for recusado, pague no caixa. Devolva o carro com o tanque conforme combinado, porque a locadora cobra abastecimento a preços altos.
Zonas restritas, estacionamento e multas
Nas cidades italianas, as ZTL (zonas de tráfego limitado) restringem a entrada de carros sem autorização, e câmeras registram as infrações, com multas que chegam depois da viagem. Na França, algumas cidades exigem o selo Crit'Air, que classifica a emissão de poluentes, para entrar em zonas de baixa emissão.
O estacionamento em cidades europeias é caro e escasso. Verifique se o hotel tem vaga e quanto cobra, e considere deixar o carro em estacionamentos nos arredores e usar o transporte público no centro.
Multas de trânsito são enviadas à locadora, que as repassa ao cliente com uma taxa administrativa. Respeite os radares, que são comuns, e guarde os comprovantes de pagamento de pedágios e estacionamentos.
Conta de exemplo e cuidados com o pagamento
Veja um exemplo hipotético para sete dias: diária de 40 euros soma 280; seguro opcional de 15 euros por dia soma 105; combustível de 120; pedágios de 60 e estacionamento de 70. O total é de 635 euros.
Se o euro estiver a R$ 6,00 nessa conta, isso daria R$ 3.810, antes de IOF e spread do cartão. Uma variação de R$ 0,10 no euro altera o total em R$ 63,50.
Os valores mudam por país, época e locadora. Ao pagar, escolha a moeda local e recuse a conversão em reais na maquininha, que costuma ser mais cara. Confira o contrato, o seguro e as taxas de retirada em aeroporto antes de assinar.



