Destinos baratos na zona do euro: onde o euro rende mais

Nem toda viagem à Europa precisa pesar no bolso. Veja onde o euro rende mais e como economizar em hospedagem, comida e transporte.
A zona do euro reúne países muito diferentes em preços. Enquanto algumas capitais do oeste europeu pesam no orçamento de qualquer viajante, outras regiões oferecem hospedagem, comida e transporte bem mais em conta, sem trocar de moeda. Escolher bem o destino é a forma mais eficaz de fazer o euro render.
A resposta direta é: dentro da zona do euro, Portugal, Espanha (fora das capitais e das ilhas mais procuradas), Grécia (fora das ilhas mais famosas), Eslováquia, Eslovênia e os países bálticos costumam ser mais baratos que França, Alemanha, Países Baixos e Irlanda. Como estimativa, o gasto diário por pessoa pode ficar de 60 a 100 euros nos destinos mais baratos e de 120 a 200 euros nos mais caros, variando muito por estilo de viagem e época.
O que muda de preço entre os países do euro
Mesmo com a mesma moeda, o custo de vida varia bastante. Salários, impostos e demanda turística determinam os preços de hospedagem, restaurantes e serviços. Países do oeste e do norte tendem a ser mais caros, e os do sul e do leste, mais acessíveis.
Dentro de cada país, o contraste também é grande. Capitais e cidades muito turísticas, como Paris, Amsterdã ou Veneza, cobram bem mais do que cidades médias e do interior, que muitas vezes têm a mesma qualidade por um preço bem menor.
A zona do euro inclui hoje países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Malta, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, os três bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) e outros. Confira a lista atual, porque ela muda com a entrada de novos membros.
Destinos que costumam render mais
Portugal é uma das opções mais populares: além do idioma, tem boa comida a preços razoáveis, principalmente fora de Lisboa e do Algarve na alta temporada. Porto, Coimbra, Braga e o interior oferecem boa relação entre custo e experiência.

Na Espanha, cidades como Valência, Sevilha, Granada e Málaga são mais baratas do que Barcelona e Madri, com ótima gastronomia. A Grécia continental e as ilhas menos conhecidas costumam custar menos do que Santorini e Mykonos.
Eslováquia (Bratislava e Košice), Eslovênia (Liubliana e arredores), Lituânia (Vilnius) e Letônia (Riga) oferecem cidades históricas bem preservadas e preços mais baixos que os do oeste europeu. Os preços nesses países têm subido, então confira informações recentes.
Quando ir: a época pesa tanto quanto o destino
A alta temporada de verão encarece hospedagem e passagens em quase todo o continente, principalmente em destinos de praia. Viajar em abril, maio, setembro ou outubro costuma reduzir bastante o custo, com clima agradável.
No inverno, cidades do Báltico e do Leste ficam muito frias, mas têm preços baixos e menos turistas. Já no Mediterrâneo, muitos serviços fecham fora da temporada, então verifique o funcionamento antes de reservar.
Evite feriados, grandes feiras e eventos esportivos, que elevam os preços de hospedagem em qualquer destino.
Como economizar em hospedagem, comida e transporte
Na hospedagem, hostels com quartos privados, apartamentos compartilhados e pensões familiares custam bem menos que hotéis. Se vale pagar um pouco mais, prefira bairros fora do centro, bem servidos por transporte, a hospedagens muito centrais.
Na comida, aposte nos menus do dia, mercados locais e supermercados, e evite restaurantes de pontos turísticos. Em muitos países, o almoço tem preço fixo bem mais barato que o jantar.
No transporte, compare voos low-cost, ônibus de longa distância e trens regionais. Em cidades pequenas, andar a pé é uma boa opção, e passes de transporte por vários dias costumam compensar.
Como montar o orçamento diário em euros e converter para reais
Defina um valor diário por pessoa que cubra hospedagem, comida, transporte local e atrações, e multiplique pelos dias. Some as passagens e uma reserva para imprevistos de 10% a 15%. Por exemplo, 80 euros por dia em 10 dias dão 800 euros, mais passagens e reserva.
Converta para reais com uma margem, porque o euro oscila e há IOF e spread. Uma variação de R$ 0,10 no euro altera um orçamento de 800 euros em R$ 80.
Pague em euro, recuse a conversão para reais na maquininha e compare o custo de diferentes formas de levar o dinheiro. As faixas de preço deste texto são estimativas e mudam com o tempo.



