€
Euro para viagem

Chip, eSIM ou roaming na Europa: qual sai mais em conta?

Por Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe1 min de leitura
Viajante com um smartphone mostrando um plano eSIM ao lado da bagagem

Ficar sem internet na viagem é ruim, e roaming caro também. Veja as três opções e qual combina com o seu perfil.

Mapas, aplicativos de transporte, tradutor e reservas dependem de internet, e na Europa isso significa decidir como conectar o celular antes de embarcar. As três opções mais comuns são o roaming da operadora brasileira, um eSIM de viagem e um chip local, cada uma com custo e praticidade diferentes.

A resposta direta é: o roaming da operadora brasileira é o mais prático e, em geral, o mais caro, o eSIM de viagem costuma ser a melhor combinação entre preço e facilidade para quem tem aparelho compatível, e o chip local pode ter o menor custo por gigabyte, mas exige comprar no destino, às vezes com registro de identidade. Em todos os casos, vale manter o número brasileiro ativo para receber códigos de verificação.

Roaming da operadora brasileira

A vantagem é a praticidade: você mantém o mesmo número, não precisa trocar chip e muitas operadoras oferecem pacotes diários ou semanais de internet na Europa. Basta ativar o plano antes de viajar ou ao chegar.

Em compensação, o custo costuma ser mais alto do que o de alternativas locais, principalmente em viagens longas ou com muito uso de dados. Os pacotes costumam ter franquia limitada, e acima dela a velocidade cai ou há cobrança extra.

Antes de decidir, compare o preço por dia e por gigabyte, e confira o que acontece quando a franquia acaba. Para viagens curtas de poucos dias, o roaming pode ser suficiente e mais simples.

eSIM de viagem: como funciona

O eSIM é um chip virtual instalado por QR code ou aplicativo, sem trocar nada fisicamente. Provedores especializados vendem pacotes de dados para a Europa, com preços em geral menores do que o do roaming tradicional, e a instalação costuma levar poucos minutos.

Jovem usando o smartphone em uma estação de metrô em Munique
Ter internet ao chegar facilita mapas, transporte e reservas desde o primeiro minuto.

Para usar, o aparelho precisa ser compatível com eSIM e estar desbloqueado, ou seja, sem trava da operadora. Confira nas configurações do celular ou com a operadora. Instale o perfil antes de viajar, com Wi-Fi, e ative ao chegar.

A maioria dos eSIMs de viagem entrega só dados, sem número de telefone para chamadas, o que costuma bastar com WhatsApp e aplicativos de mensagem. Compare as franquias, a validade e as regras sobre compartilhar internet com outros aparelhos.

Chip local pré-pago na Europa

Comprar um chip em aeroporto, lojas das operadoras ou mercados pode render o menor custo por gigabyte e, quando o chip é de um país da União Europeia, ele funciona nos demais países do bloco sem tarifas extras de roaming, dentro de regras de uso razoável.

Algumas dificuldades: alguns países exigem registro com passaporte para ativar o chip, o atendimento pode ser em outro idioma, e o chip precisa ser comprado após a chegada, o que deixa você sem internet nas primeiras horas.

Para quem fica por muitos dias ou viaja por vários países, pode valer a pena. Para estadas curtas, o esforço de procurar o chip pode não compensar.

Como manter o número brasileiro para códigos e SMS

Bancos e aplicativos enviam códigos de verificação por SMS para o número cadastrado. Se você troca o chip físico, perde acesso ao número brasileiro. Por isso, o ideal é usar um aparelho com dois chips, ou um chip físico e um eSIM, mantendo o chip brasileiro ativo.

Deixe o roaming de dados desligado no chip brasileiro para não ter cobrança inesperada, e use a internet do eSIM ou do chip local. Verifique com a operadora se o recebimento de SMS no exterior tem custo.

Se possível, troque a verificação de SMS por aplicativo autenticador antes da viagem. Isso reduz a dependência do número em contas importantes.

Qual escolher para o seu perfil e como pagar

Para uma viagem curta e quem quer simplicidade, o roaming pode bastar. Para a maioria dos viajantes com celular compatível, o eSIM de viagem oferece boa relação entre preço e praticidade. Para estadas longas ou uso intenso, o chip local pode ser o mais econômico.

Ao comprar de provedores estrangeiros, o preço costuma vir em dólar ou euro. Escolha pagar na moeda do anúncio no cartão, e lembre do IOF e do spread. Compare o custo total em reais, e não só o preço do pacote.

Reserve um plano B: baixe mapas offline, salve as reservas no celular e saiba usar o Wi-Fi de hotéis e cafés, como reforço para se manter conectado se algo falhar.

Assuntos:esimroaming-internacionalchip-na-europainternet-na-viagemplanejamento-de-viagem

Perguntas frequentes

Qual é mais barato: roaming, eSIM ou chip local?

Em geral, o roaming é o mais caro, o eSIM de viagem tem bom custo-benefício, e o chip local pode ter o menor custo por gigabyte em estadas longas.

Meu celular precisa ser desbloqueado para usar eSIM?

Sim. O aparelho deve ser compatível com eSIM e estar desbloqueado, sem trava da operadora.

O chip europeu funciona em outros países da União Europeia?

Em geral, sim. Chips de países da União Europeia funcionam nos demais países do bloco sem tarifas extras de roaming, dentro de regras de uso razoável.

Vou perder o número brasileiro se trocar de chip?

No chip físico, sim, enquanto ele estiver fora do aparelho. Use dois chips ou um eSIM para manter o número brasileiro para receber códigos.

O eSIM de viagem inclui chamadas?

A maioria vende só dados. Para ligações, use aplicativos de mensagem e chamada pela internet.

Sobre quem escreveu

WG

Willian Gonçalves Rios - Economista Chefe

Redação

A redação do Eur Hoje analisa tendências do mercado de euro, dolar e outras moedas.

Continue lendo