Apple Pay e Google Pay na Europa: como pagar pelo celular

Pagar com o celular é comum na Europa, mas exige preparo. Veja como configurar, onde funciona e o que fazer se algo falhar.
Em boa parte da Europa, pagar por aproximação com o cartão ou o celular é o padrão, de cafés a bilheterias de museus. Para o brasileiro, isso significa poder deixar a carteira no hotel, desde que o cartão esteja bem configurado na carteira digital do celular antes de embarcar.
A resposta direta é: se o seu cartão brasileiro funciona no Apple Pay, Google Pay ou Samsung Wallet no Brasil, ele tende a funcionar na Europa, onde as maquininhas com pagamento por aproximação são muito comuns. Configure antes de viajar, ative o cartão para uso internacional, escolha pagar em euros e leve um cartão físico e algum dinheiro como plano B.
O que você precisa deixar pronto antes de viajar
Adicione o cartão à carteira digital no Brasil e confirme que ele funciona em uma compra de teste. Alguns bancos pedem validação por SMS ou aplicativo, e fazer isso com o chip brasileiro ativo evita problemas no exterior.
Avise o banco sobre a viagem, se necessário, e verifique no aplicativo se o cartão está habilitado para compras internacionais e por aproximação. Confira também os limites de gasto e ajuste, se preciso.
Atualize o sistema do celular, deixe o bloqueio de tela ativo (exigido para pagar) e carregue a bateria. Habilite os recursos de localizar aparelho e de bloquear à distância.
Como funciona o pagamento na prática
Nas maquininhas, você aproxima o celular ou o relógio do terminal, autoriza com biometria, senha ou duplo clique do botão lateral, conforme o aparelho, e espera o aviso de aprovação. Não precisa abrir o aplicativo na maioria dos casos.

Muitos países aceitam pagamento por aproximação até em compras pequenas, como café e transporte. Quando o cartão físico é usado, há um limite para pagar sem senha, que em muitos países é de cerca de 50 euros e varia. Com o celular, a autenticação do próprio aparelho costuma permitir valores maiores.
Mesmo com a facilidade, nem todo lugar aceita. Pequenos comércios, feiras e alguns restaurantes podem aceitar só dinheiro, então tenha um pouco de euros em espécie.
Escolha pagar em euros, não em reais
Em alguns terminais, aparece a pergunta se você quer pagar em euros ou em reais. Essa opção, conhecida como conversão dinâmica de moeda, faz a máquina converter o valor, com cotação e margem do estabelecimento, que costumam ser piores do que as do seu cartão.
Na dúvida, escolha sempre a moeda local, o euro. O seu banco fará a conversão pela cotação dele, com IOF, e o custo costuma ser menor.
Confira o valor na tela antes de aproximar o celular e guarde o recibo, se houver. A fatura mostrará a compra em euros convertida para reais.
Segurança do pagamento por celular
A carteira digital usa um número temporário no lugar do número real do cartão, e exige biometria ou senha para autorizar. Se o celular for roubado, o ladrão não consegue pagar sem desbloquear o aparelho.
Mesmo assim, avise o banco imediatamente em caso de perda ou roubo, bloqueie o cartão e use a função de apagar o aparelho à distância. Mantenha o bloqueio de tela forte e evite deixar o celular desbloqueado nas mãos de desconhecidos.
Ative as notificações de compra no aplicativo do banco para acompanhar cada cobrança em tempo real e identificar rapidamente qualquer movimentação suspeita.
Plano B: o que levar caso o celular falhe
Leve um cartão físico, de preferência de uma bandeira diferente da do cartão da carteira digital, e um pouco de dinheiro em euros. A bateria pode acabar, a maquininha pode rejeitar o celular ou o sinal pode falhar.
Em transporte público, vale conferir como cada cidade funciona: algumas aceitam pagamento por aproximação direto nas catracas, outras exigem bilhete, e a regra pode mudar. Pesquise antes e leve uma alternativa.
Carregue um power bank e salve no celular os números de emergência do banco. Se tudo falhar, tenha anotado o canal para ligação internacional do emissor do cartão.



